Weld·One Solda
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Como a solda funciona

Da poça de fusão ao cordão final, dos tipos de processo aos EPIs obrigatórios. Guia visual pra entender o que está acontecendo quando o arco abre — pra quem está começando ou pra quem quer revisar o básico.

Eletrodo Arco · ~6.000°C
Poça de fusão Metal de base
/ 01 · Processo

O que é solda, no fundo?

Soldar é derreter dois pedaços de metal e fazer eles virarem um só. Não é cola — é fusão atômica: o calor extremo faz o metal das duas peças se misturar com o material do eletrodo (ou arame), formando uma liga única.

Esse calor extremo vem de um arco elétrico — uma "faísca contínua" que chega a 6.000°C, mais quente que a superfície do Sol. O arco é mantido entre o eletrodo e a peça por uma corrente elétrica vinda da máquina de solda.

A região onde o metal fica líquido é a poça de fusão — pulsante, brilhante, controlada pelo soldador na velocidade de avanço, ângulo e distância do eletrodo. Quando a poça resfria, vira o cordão de solda: o resultado final que une as peças.

/ 01

Calor

Arco elétrico em ~6.000°C funde o metal.

/ 02

Metal de adição

Eletrodo ou arame que derrete e completa a junta.

/ 03

Proteção

Gás (MIG) ou escória do revestimento bloqueia oxigênio do ar.

/ 02 · Tipos

Os 4 processos principais

Cada um tem seu domínio. A escolha depende do material, espessura, ambiente e acabamento desejado.

/ SMAW

Eletrodo Revestido

Solda elétrica · Vareta

Pontos fortes
  • + Simples
  • + Funciona ao ar livre
  • + Equipamento barato
Limitações
  • Mais devagar
  • Gera escória
  • Menos limpo
Ideal pra

Estruturas, vergalhão, peças grossas, obra externa

/ GMAW

MIG/MAG

Solda com gás · Arame contínuo

Pontos fortes
  • + Rápido
  • + Acabamento limpo
  • + Pouca escória
Limitações
  • Precisa cilindro de gás
  • Sensível a vento
Ideal pra

Chapa fina, produção em série, oficinas internas

/ FCAW

Arame Tubular

MIG sem gás · Auto-protegido

Pontos fortes
  • + Não precisa cilindro
  • + Boa em vento
  • + Penetra bem
Limitações
  • Respinga mais
  • Gera escória
  • Arame caro
Ideal pra

Estruturas externas, manutenção em campo

/ GTAW

TIG

Solda de tungstênio · Argônio

Pontos fortes
  • + Acabamento estética
  • + Solda inox/alumínio
  • + Sem respingo
Limitações
  • Lenta
  • Exige técnica
  • Caro
Ideal pra

Inox, alumínio, peças aparentes, soldas de precisão

/ 03 · Anatomia

Anatomia de um cordão

Visto em corte transversal, um cordão de solda tem zonas bem definidas. Entender cada uma ajuda a interpretar defeitos e ajustar parâmetros.

REFORÇO METAL DE ADIÇÃO ZTA zona afetada PENETRAÇÃO raiz da solda METAL DE BASE

Reforço

Parte do cordão que se eleva acima da superfície das peças. Sinal de boa adição de material.

Metal de adição

Material vindo do eletrodo/arame que preenche a junta. Mistura-se com o metal de base.

Metal de base

As peças originais sendo unidas. Em soldagem estrutural, geralmente aço SAE 1020 ou ASTM A36.

Penetração / Raiz

Profundidade que a fusão atinge no metal de base. Pouca penetração = solda fraca.

ZTA

Zona Termicamente Afetada. Não derrete, mas o calor altera a microestrutura — fica mais frágil em ligas de alto carbono.

Escória

Crosta de óxidos sobre o cordão (apenas em SMAW e FCAW). Protege durante resfriamento, depois é removida com martelo.

/ 04 · Materiais

Materiais que o serralheiro vê todo dia

Metalon, vergalhão, chapa, cantoneira, barra chata, tubo redondo. Cada um tem geometria, peso, jeito de soldar e aplicações típicas. Conhecer essas características evita escolher o material errado e economiza horas de retrabalho.

/ 01

Metalon

tubo quadrado · tubo retangular · perfil tubular

parede

Tubo de aço com seção quadrada ou retangular. É o coringa da serralheria — leve, fácil de cortar e soldar, aceita acabamento bonito.

Aplicações típicas
  • Portões e grades residenciais
  • Estruturas de cobertura leve
  • Móveis metálicos e prateleiras
  • Mezaninos comerciais
  • Suportes e mão-francesa
Nota: A espessura é da PAREDE, não da medida nominal. Metalon 30×30 com parede 1,2mm é leve; 30×30 com parede 2,65mm é pra carga pesada.
Espessuras comuns (mm de parede)
1 1,2 1,5 2 2,65 3
Medidas mm
20×20 30×30 40×40 50×50 20×30 30×50 40×60 60×40
/ 02

Vergalhão

barra redonda nervurada · CA-50/CA-60

Barra cilíndrica de aço, geralmente nervurada (textura espiralada pra agarrar no concreto). Vem em comprimentos de 12m direto da siderurgia.

Aplicações típicas
  • Armaduras de pilar, viga e laje
  • Grades coloniais decorativas
  • Portões artísticos em ferro forjado
  • Treliças e gradis
  • Espigões e estacas
Nota: Em soldagem estrutural de vergalhão, conferir norma ABNT NBR 8965 (eletrodo recomendado: E7018 com pré-aquecimento em CA-50/60).
Bitolas mm de diâmetro
4,2 5,0 6,3 8,0 10 12,5 16 20 25
Classes (CA)
  • · CA-25 (lisa, baixa resistência)
  • · CA-50 (nervurada, padrão estrutural)
  • · CA-60 (telas, alta resistência)
/ 03

Chapa de aço

chapa lisa · chapa xadrez · chapa galvanizada

Placa retangular de aço laminado. Pode ser lisa, xadrez (textura antiderrapante) ou galvanizada. A bitola (gauge) define a espessura — quanto maior o número, mais fina.

Aplicações típicas
  • Pisos de mezanino (chapa xadrez)
  • Tampas, portas e fechamentos
  • Bases de equipamento
  • Caixas, tanques, dutos
  • Reforços estruturais
Nota: Galvanizada solda, mas libera fumos tóxicos — ler alerta abaixo. Inox solda com TIG ou eletrodo específico (E308L).
Espessuras comuns (mm)
0,8 1 1,2 1,5 2 3 4,75 6,35 8 9,5 12,5 16 19 25
Medidas m (formato de placa)
1,20×3,00 1,50×3,00 2,00×6,00
/ 04

Cantoneira

perfil L · cantoneira de abas iguais

Perfil em formato de L. Excelente pra estruturas leves, suportes de canto e situações que pedem rigidez sem peso.

Aplicações típicas
  • Estruturas de prateleira
  • Reforços de canto e travamentos
  • Bases para equipamento
  • Quadros e molduras estruturais
  • Treliças e tesouras leves
Espessuras comuns (mm)
3 4,75 6,35 8 9,5 12,7
Medidas (abas)
1" 1.1/4" 1.1/2" 2" 2.1/2" 3"
/ 05

Barra chata

ferro chato · planinha

Barra retangular maciça (não tubular). Pesada pro tamanho — usada onde precisa de massa ou peças decorativas marteladas.

Aplicações típicas
  • Travamentos diagonais
  • Ornamentação colonial (volutas, espiras)
  • Suportes pesados
  • Trilhos e guias
  • Reforços laterais
Espessuras comuns (mm de espessura)
3 5 6 8 10 12,5 16 20 25
Medidas (largura × espessura)
1/2" × 1/8" 3/4" × 1/8" 1" × 1/4" 1.1/4" × 1/4" 1.1/2" × 3/8"
/ 06

Tubo redondo

tubo industrial · tubo schedule

Tubo cilíndrico oco. Mais resistente à torção que metalon — preferido pra estruturas tubulares aparentes e corrimãos.

Aplicações típicas
  • Corrimãos e guarda-corpos
  • Estruturas tubulares aparentes
  • Pergolados e estruturas leves
  • Tubulações industriais (schedule)
  • Mobiliário estilo industrial
Espessuras comuns (mm de parede)
1 1,2 1,5 2 2,65 3 4
Medidas (diâmetro nominal)
1/2" 3/4" 1" 1.1/4" 1.1/2" 2" 2.1/2" 3"
/ Atenção · Fumos tóxicos

Revestimentos comuns liberam gás tóxico ao soldar

Aço carbono "preto" puro é seguro de soldar com ventilação básica. Mas qualquer revestimento (zinco, tinta, galvanização eletrolítica, primer, óleo de proteção) vaporiza no calor do arco e o vapor é tóxico. O risco aumenta em ambientes fechados (oficina sem janela aberta, dentro de tanque, sob bancada).

Galvanizado

alto
Vapor: Zinco
Vaporiza a: 419°C
Febre dos Fumos Metálicos
Calafrio, febre, náusea, fadiga (~24h depois). Lembra gripe forte.

Aço inoxidável

extremo
Vapor: Cromo (Cr⁶⁺) + Níquel
Vaporiza a: varia
Cancerígeno (NIOSH categoria 1)
Acumulativo. Câncer pulmonar e de seios paranasais com exposição crônica.

Pintado / esmaltado

alto
Vapor: Solventes e pigmentos
Vaporiza a: 200°C+
Fumos orgânicos voláteis
Tontura, irritação respiratória, dor de cabeça. Em pintura antiga: chumbo (Pb).

Cádmio (raro)

extremo
Vapor: Cádmio
Vaporiza a: 321°C
Edema pulmonar agudo
Pode matar em 24h após exposição alta. Comum em peças importadas antigas.
/ Protocolo padrão
  1. 01
    Lixar o revestimento ANTES de soldar
    Use esmerilhadeira/escova rotativa pra remover o galvanizado, tinta ou óxido em uma faixa de 25mm além da junta. Sem revestimento na zona quente = sem fumo tóxico.
  2. 02
    Trabalhar com ventilação forçada
    Idealmente fora ou com porta/janela aberta criando corrente. Em ambiente fechado, use exaustor direto sobre a junta.
  3. 03
    Respirador adequado, não máscara cirúrgica
    PFF2 (descartável) é o mínimo. Pra trabalho frequente em galvanizado/inox: respirador facial inteira com cartucho P3 ou suprimento de ar (linha de ar).
  4. 04
    Procurar atendimento se sentir sintomas
    Febre, calafrio ou náusea nas 24h após soldar galvanizado é sinal claro. Hidrate, descanse. Sintomas graves (falta de ar, dor no peito) = pronto-socorro imediato.
Sobre o "tomar leite" depois de soldar galvanizado: é folclore de oficina. Leite não neutraliza zinco. O que funciona é não inalar — lixar antes, ventilar, usar respirador. Se inalou e está com sintoma, descansa e hidrata; em quadro grave, vai pro médico.
/ 05 · Posições

Posições de soldagem

A AWS classifica as posições por dificuldade. Soldadores certificados são qualificados em posições específicas (ex: 3G — vertical). Quanto mais alta a posição, mais técnica exige porque a gravidade trabalha contra a poça.

/ 1G

Plana

Peça na horizontal, soldando por cima. Mais fácil — a gravidade ajuda a poça assentar.

/ 2G

Horizontal

Cordão horizontal em parede vertical. Tendência da poça escorrer pra baixo.

/ 3G

Vertical

Cordão subindo (ou descendo) em parede vertical. Exige técnica, normalmente sobe-se em zigue-zague.

/ 4G

Sobrecabeça

Soldagem de baixo pra cima, em peça acima do soldador. Mais difícil — gravidade trabalha contra.

Dica prática: quando muda de plana pra fora-de-posição, geralmente reduz-se a amperagem em ~10–15% pra evitar que a poça escorra. Em sobrecabeça (4G), pode chegar a 20% a menos.

/ 06 · Segurança

EPIs obrigatórios

Solda gera radiação UV/IR (queima retina e pele em segundos), faíscas a 1.000°C que pulam até 10 metros, e fumos tóxicos (manganês, cromo, óxidos metálicos). Equipamento certo não é luxo, é norma — NR-6 e NR-18.

Máscara de solda

Crítico

Filtro automático (escurecimento eletrônico) tom 9–13. Protege olhos da radiação UV/IR e respingos.

Luvas de raspa

Crítico

Couro grosso, cano longo. Cobre o pulso e parte do antebraço. Resistente a faísca e calor.

Óculos de proteção

Crítico

Use por baixo da máscara/face shield como redundância. Lente de policarbonato resistente a impacto. Crítico ao esmerilhar/lixar antes ou depois do cordão.

Avental ou jaleco de couro

Crítico

Couro de raspa cobre tronco e pernas. Manga longa pra evitar queimaduras de respingo.

Botina com bico de aço

Crítico

Cano alto, sem cadarço exposto, biqueira reforçada. Solado isolante elétrico.

Perneira de raspa

Protege canela e tornozelo. Crítico em soldagem de baixo (sobrecabeça, vertical descendente).

Respirador

PFF2 ou facial inteira em ambientes fechados ou com galvanizado/inox. Fumos de solda são tóxicos.

Protetor auricular

Em oficinas com lixadeira, esmerilhadeira ou martelete operando junto.

Extintor próximo

Crítico

Pó químico ABC ao alcance. Solda gera respingos que iniciam incêndios em minutos.

6.000°C
Temperatura do arco
10 m
Distância máxima de respingos
< 1 s
Pra queimar a retina sem máscara
/ 07 · Diagnóstico

Defeitos comuns

Saber identificar é metade do diagnóstico. Quase sempre os defeitos voltam pros mesmos suspeitos: parâmetros errados, peça suja, técnica de avanço, ou ambiente.

Porosidade

Bolhas de gás presas no cordão. Causa: corrente de ar, peça suja, gás insuficiente.

Mordedura

Sulco na base do cordão. Causa: amperagem alta ou ângulo errado do eletrodo.

Falta de fusão

Cordão não cola direito no metal de base. Causa: amperagem baixa, sujeira, ferrugem.

Trinca

Rachadura no cordão. Causa: resfriamento rápido, tensão residual, hidrogênio.

Inclusão de escória

Pedaço de escória preso dentro do cordão. Causa: não bater a escória entre passes.

Respingo excessivo

Bolinhas grudadas em volta do cordão. Causa: amperagem alta, gás errado, parâmetro fora.

Regra de ouro: antes de mudar parâmetros, limpe a peça. 90% dos defeitos somem só removendo ferrugem, tinta, óleo e umidade da junta.

/ 08 · Acabamento

Pintura: o que separa peça boa de peça duradoura

Soldar bem é metade do trabalho. A outra metade é a preparação e pintura — é o que decide se a peça vai aguentar 6 meses ou 10 anos exposta ao tempo. 90% do resultado vem da preparação: tinta nova sobre ferrugem solta vai descascar em meses; tinta normal sobre superfície bem preparada dura anos.

Sequência correta
  1. / 01

    Lixar

    remover ferrugem e escória

    Lixa 80 ou flap disc na esmerilhadeira pra tirar respingo, escória e ferrugem. Depois lixa 180–220 pra alisar. Cantos vivos arredondam levemente — tinta não adere em ponta.

  2. / 02

    Desengraxar

    thinner ou desengraxante

    Pano limpo com thinner, querosene ou removedor PA. Tira gordura, óleo de máquina, suor da mão. SEM passar mão depois — luva de látex até secar.

  3. / 03

    Primer

    base anti-corrosiva

    Zarcão (clássico, laranja) ou primer epóxi cinza. Cobertura uniforme, sem escorrer. Tempo de cura na embalagem (~2–4h pra esmalte, 24h pra epóxi).

  4. / 04

    Lixar primer

    opcional

    lixa 320–400

    Pra acabamento espelhado: lixa fina entre demãos, removendo casca-de-laranja e poeira. Pode pular pra acabamento industrial básico.

  5. / 05

    Tinta

    2–3 demãos finas

    Demãos finas valem mais que uma grossa. Esperar secagem entre demãos (toque seco ≠ cura). Esmalte sintético precisa ~4–6h entre demãos, 24h pra cura total.

  6. / 06

    Verniz

    opcional

    proteção UV (opcional)

    Pra peças expostas ao sol/chuva: verniz marítimo ou automotivo dá mais 2–3 anos de durabilidade. Em peças internas, pode pular.

Métodos de aplicação
/ 01

Pincel

Trincha · cerda natural ou sintética

Velocidade
Acabamento
Aprendizado
Custo $
  • + Barato
  • + Sem equipamento
  • + Bom em cantos e detalhes
  • Lento
  • Marca pincelada
  • Mão cansa
Ideal pra

Retoques, peças pequenas, ornamentos coloniais com volutas

/ 02

Rolo

Lã, espuma ou anti-respingo

Velocidade
Acabamento
Aprendizado
Custo $
  • + Rápido em superfícies planas
  • + Casca-de-laranja sutil mas uniforme
  • + Barato
  • Não funciona em peças curvas/detalhadas
  • Marca de rolo se pressionar errado
Ideal pra

Chapas grandes, portas planas, gradil simples

/ 03

Spray (lata)

Aerossol pronto

Velocidade
Acabamento
Aprendizado
Custo $$
  • + Acabamento liso
  • + Rápido pra peça pequena
  • + Cobertura em ângulos difíceis
  • Caro a longo prazo
  • Cores limitadas
  • Vento atrapalha
Ideal pra

Retoques, prototipagem, hobby, peças decorativas pequenas

/ 04

Pistola HVLP

Pistola ar comprimido · sucção ou gravidade

Velocidade
Acabamento
Aprendizado
Custo $$$
  • + Acabamento profissional liso
  • + Controle de mistura
  • + Demãos uniformes
  • + Funciona em qualquer geometria
  • Precisa compressor + cabine ventilada
  • Curva de aprendizado
  • Limpeza minuciosa após uso
Ideal pra

Acabamento de alta qualidade — portões, móveis aparentes, peças expostas

/ 05

Eletrostática a pó

Pintura epóxi a pó · powder coating

Velocidade
Acabamento
Aprendizado
Custo $$$$
  • + Durabilidade extrema (5–15 anos)
  • + Resistência a UV/química/risco
  • + Acabamento perfeito uniforme
  • + Sem solvente
  • Precisa fábrica (cabine + forno + gerador eletrostático)
  • Peça precisa caber no forno
  • Reparo em campo é difícil
Ideal pra

Estruturas industriais, mobiliário urbano, peças expostas a alta agressão

Produtos — referência rápida

Primers

Base anti-corrosiva — sempre antes da tinta

Zarcão

óxido de chumbo · laranja

tradicional

Clássico, alta proteção contra ferrugem. Tem chumbo — descontinuado em alguns países, mas ainda disponível no Brasil. Use luva e respirador.

Primer Epóxi

duas demãos · cinza

recomendado

Moderno, base solvente ou d'água. Aderência excelente, lixável, base perfeita pra pintura automotiva. Cura em 24h.

Wash Primer (Etcher)

ácido fosfórico · galvanizado

específico

Específico pra metal galvanizado, alumínio e inox. Reage com a superfície criando ancoragem química.

Anti-ferrugem 3-em-1

primer + tinta + acabamento

rápido

Praticidade pra retoque rápido. Aplica direto sobre ferrugem leve. Não recomendado pra peças expostas a alta agressão.

Tintas pra metal

Camada de cor + proteção principal

Esmalte sintético

alquídico · base solvente

padrão

Mais comum no mercado BR. Bom brilho, secagem média (4–6h entre demãos). Coral, Suvinil, Lukscolor.

Tinta Epóxi

dois componentes · resina + endurecedor

industrial

Resistência química e mecânica superiores. Pra equipamentos industriais, banheiros, áreas molhadas. Mistura A+B com pot life curto.

Eletrostática a pó

epóxi-poliéster · forno 200°C

premium

Aplicação por carga elétrica + cura em forno. Acabamento perfeito, durabilidade 5–15 anos. Requer fábrica especializada.

Hammerite

tinta martelada · disfarça imperfeição

decorativo

Acabamento texturizado tipo ferro batido. Esconde lixa irregular e marcas de solda. Decorativo, médio brilho.

Vernizes

Proteção UV opcional · final coat

Verniz acrílico

base d'água · interno

interno

Fácil aplicação, baixo cheiro, secagem rápida. Bom pra peças decorativas internas (corrimão, móvel).

Verniz marítimo

alta resistência UV · externo

externo

Resistência ao tempo (sol, chuva, maresia). Brilho intenso, mas amarela com anos. Preferido pra portões coloniais expostos.

Verniz automotivo PU

poliuretano 2K · profissional

premium

Brilho cristalino, alta dureza, não amarela. Aplicação em pistola HVLP em cabine. Mais caro, requer técnica.

Verniz copal

resina natural · efeito envelhecido

tradicional

Tradicional, dá cor âmbar/dourada. Bom pra peças coloniais que pedem aspecto antigo. Sensível a UV.

Solventes

Limpeza e diluição — ler manual da tinta

Thinner

diluente universal

limpeza

Limpa peça antes da pintura, remove gordura. Não usar em base d'água. Inflamável, ventilação forte.

Aguarrás

destilado de petróleo · suave

diluição

Mais lento que thinner, menos agressivo. Bom pra limpeza de pincel e diluição de esmalte sintético.

Querosene

desengraxante econômico

limpeza

Barato, remove óleo de máquina e graxa pesada. Não dilui tinta — só pra limpar peça antes de lixar.

Removedor PA

remove tinta antiga

remoção

Pra repintura — amolece tinta velha que descolar com espátula. Cáustico, usar luva e óculos.

Regra de ouro

Tinta cara em peça mal preparada dura menos que tinta básica em peça bem preparada. Não economize horas na preparação tentando passar tinta logo — você paga depois com retrabalho.

Cuidado com o ambiente

Pintura solta solventes e VOCs (compostos orgânicos voláteis) — use respirador com cartucho A1 em ambiente fechado, ou trabalhe ao ar livre. Em pintura eletrostática, há ainda risco elétrico no equipamento.

/ Próximo passo

Pronto pra calcular?

Agora que você sabe como funciona, use a calculadora pra acertar amperagem e voltagem antes de abrir o arco.

Abrir calculadora