Solda em inox: 304 vs 316, técnica e eletrodo certo
Inox parece igual aço, mas pune erros de eletrodo, calor e técnica. Com 18% de cromo e camada passiva de Cr₂O₃, ele se defende sozinho da ferrugem — até você soldar mal e quebrar a passivação. Aqui as 4 famílias, os eletrodos certos (E308L, E316L, E309L), os 4 defeitos típicos e o passo a passo pra fazer um cordão que não enferruja em 6 meses.
Por que inox é diferente do aço carbono
A norma ASTM A240 (e a brasileira NBR 14034) define aço inox como liga ferrosa com no mínimo 10,5% de cromo (Cr). Esse cromo reage com o oxigênio do ar e forma uma camada de Cr₂O₃ de poucos nanômetros de espessura — invisível, mas autorregeneradora. É a passivação: arranha, ela refaz sozinha. É por isso que inox não enferruja.
Quando você solda, três coisas acontecem que NÃO acontecem no aço carbono:
- → A camada passiva é destruída pelo calor. Precisa ser refeita (passivação química) ou a peça enferruja exatamente na zona da solda.
- → O carbono se combina com o cromo entre 425 e 815°C, formando carbeto de cromo. O cromo livre cai abaixo de 10,5% e a região perde a propriedade de inox.
- → A condutividade térmica é 1/3 da do aço carbono (~16 vs ~50 W/m·K). Calor não dissipa, concentra, distorce e superaquece.
Famílias de inox:
- → Austenítico (séries 300 e 200): Cr + Ni, não-magnético, soldável, mais comum. 304, 316, 201.
- → Ferrítico (série 400, baixo C): só Cr, magnético, mais barato. 430, 409.
- → Martensítico (série 400, alto C): Cr + C, endurecível, magnético. 410, 420 — facas, eixos.
- → Duplex (austeno-ferrítico): 50/50, alta resistência, indústria pesada. 2205, 2304.
Maioria absoluta da serralheria usa austenítico — 304 (cozinha, mobiliário) e 316 (litoral, química). Os outros aparecem em casos pontuais.
Os 4 tipos de inox que você vai encontrar
Existem dezenas de classes na norma AISI/ASTM, mas 95% do que chega na bancada de serralheria está nestes 4. Composição, custo relativo e o eletrodo recomendado pra cada um:
Cozinha industrial, balcão, tanque, mobiliário urbano, peça decorativa. ~70% das aplicações de serralheria em inox.
Nota: Não usar em ambiente salino (litoral) ou químico ácido — corrói por pite.
Litoral, indústria química, farmacêutica, alimentícia com cloreto, piscina, peça em contato com água do mar.
Nota: Molibdênio (2%) é o que dá a resistência extra a cloretos. Pague por isso só quando precisar.
Eletrodoméstico, fogão, peça interna sem exposição, decorativo de baixo custo. É magnético.
Nota: Sem níquel — barato. Mas é magnético, soldagem é mais complicada (zona afetada frágil).
Mobiliário, decoração interna, peça que NÃO vai pra ambiente agressivo. Substituto barato do 304.
Nota: Manganês substitui parte do níquel. Resistência à corrosão MENOR que 304 — não use em cozinha pesada.
Os 3 eletrodos pra inox que importam
Eletrodo de inox segue norma AWS A5.4 (revestido). O número remete à composição da liga. Para serralheria comum, três cobrem 95% dos casos:
E308L-16
AWS A5.4 · 19% Cr / 9-11% Ni / C ≤ 0,03%
Pra soldar 304 com 304 (mesma família). É o eletrodo de inox mais vendido. Cordão prata, escória solta fácil, posições todas. Polaridade CC+.
"L" = Low Carbon (≤ 0,03%): evita sensitização — o pesadelo do inox soldado. SEMPRE compre a versão L para serralheria; o E308 sem L só vale em peça que não vai pra ambiente corrosivo e onde o calor é controlado.
E316L-16
AWS A5.4 · 18% Cr / 12% Ni / 2% Mo / C ≤ 0,03%
Pra soldar 316 com 316. Molibdênio (2%) garante a resistência a cloretos — marítimo, piscina, química. Mesmo manuseio que E308L, custo ~30% maior. Polaridade CC+.
Não substitua por E308L em peça 316: a junta perde a resistência a cloretos exatamente onde mais precisa. É a falha mais comum em peça de cozinha industrial litorânea.
E309L-16
AWS A5.4 · 23% Cr / 12% Ni / C ≤ 0,03%
Pra soldar AÇO CARBONO em INOX — junta dissimilar. Alto teor de Cr e Ni compensa a diluição com o aço carbono. Sem ele, a região fica frágil e enferruja. É também o eletrodo do "amanteigamento" (camada de transição antes do passe final).
Quando aparece: base de aço carbono com bancada inox, grade de aço com chapa decorativa de inox, suporte de máquina misto. Compre 1 cartela quando o trabalho pedir — não estoca.
MIG, TIG e eletrodo em inox
Os três processos funcionam em inox, mas cada um com particularidade:
TIG (GTAW)
Eletrodo de tungstênio + vareta E308L de adição + gás argônio puro 99,99%. Cordão LIMPO, sem respingo, sem escória. Controle máximo de calor.
- + Acabamento sanitário
- + Chapa fina sem furar
- − Lento
- − Equipamento mais caro
MIG/MAG (GMAW)
Arame ER308LSi + mistura Ar + 2% O₂ ou Ar + 2,5% CO₂. Não use CO₂ puro — carboniza o cordão e sensitiza. Bom pra produção em série.
- + Rápido
- + Cordão razoavelmente limpo
- − Cilindro de mistura específica
- − Mais respingo que TIG
Eletrodo MMA (SMAW)
Eletrodo revestido E308L-16 em inversora CC+. Solução acessível — qualquer Tork 160 faz. Cordão precisa de mais limpeza pós-solda.
- + Equipamento já existe
- + Sem cilindro de gás
- − Escória pra remover
- − Não pra chapa < 1,5mm
FCAW-S (MIG sem gás) em inox? Existe — arame E71T-1 com fluxo interno auto-protegido em versão inox. Mas é raro, caro (3-5× o arame inox comum) e tem propriedades inferiores ao MIG com gás. Pra serralheria, MIG sem gás tradicional cobre aço carbono — pra inox, vai de TIG ou eletrodo MMA.
Os 4 defeitos típicos da solda em inox
Inox tem patologias específicas que aço carbono não tem. Conhecer os 4 principais (sintoma, causa, prevenção) salva muita peça do retrabalho:
Sensitização
425–815°C
Sintoma
Zona da solda escurece e perde brilho do inox. Após meses, aparece corrosão tipo 'serra' na borda do cordão.
Causa
Quando inox austenítico fica entre 425-815°C por tempo prolongado, o carbono se combina com o cromo formando carbeto de cromo (Cr₂₃C₆) nos contornos de grão. O cromo livre cai abaixo de 10,5% — perde a passivação.
Prevenção
Use eletrodo com 'L' (Low Carbon — ≤ 0,03%): E308L, E316L. Cordão curto, não supersolde. Resfriamento rápido com ar comprimido. Para chapa grossa, considere tratamento térmico de solubilização (1050°C + têmpera água).
Corrosão intergranular
Aparece em 3-12 meses
Sintoma
Após 3-12 meses do serviço, a peça enferruja em LINHA paralela ao cordão. Risco de quebra estrutural na zona afetada (HAZ).
Causa
Consequência direta da sensitização. Os contornos de grão empobrecidos em cromo são corroídos preferencialmente em ambiente úmido, salino ou ácido. Inox 304 comum em ambiente marítimo é o caso clássico.
Prevenção
Eletrodo L (low carbon) é a primeira defesa. Para ambiente realmente agressivo, especifique 316L desde o projeto. Após solda, passive a peça com ácido cítrico 10% ou nítrico 20% — restaura camada de Cr₂O₃.
Trinca a quente
Solidificação ~1400°C
Sintoma
Trinca longitudinal no centro do cordão, aparece logo após solidificação. Visível ao olho nu ou com líquido penetrante.
Causa
Impurezas de enxofre (S) e fósforo (P) no metal-base ou nos consumíveis criam fases de baixo ponto de fusão entre grãos. Quando o cordão solidifica e contrai, esses filmes líquidos rasgam.
Prevenção
Use consumíveis certificados (S e P controlados). Eletrodo E309L tem alto teor de ferrita delta — absorve impurezas e previne trinca. Cordão CONVEXO é mais resistente que côncavo. Não solde em peça contaminada com graxa, óleo ou tinta.
Distorção excessiva
Especialmente em chapa < 3mm
Sintoma
Peça empena 50% mais que aço carbono. Chapa fina vira 'batatão'. Difícil de corrigir depois.
Causa
Inox tem condutividade térmica ~16 W/m·K (vs ~50 W/m·K do aço carbono) — calor não dissipa, concentra na zona de solda. Coeficiente de expansão térmica do austenítico é ~50% maior. Resultado: tensão térmica acumulada distorce a peça.
Prevenção
Cordão em SEQUÊNCIA SALTEADA (back-step), não corrido. Pulso (cordão curto + pausa). Pré-deformar a peça no sentido contrário. Refrigeração com ar comprimido entre passes. NUNCA molhe com água — choque térmico racha austenítico.
Controle de calor — o conceito que faltava
Se você só pega uma ideia desse post, pega essa: inox precisa de menos calor que aço carbono. A condutividade térmica do austenítico é cerca de 16 W/m·K, contra 50 W/m·K do aço comum — 1/3.
Calor não dissipa para a peça toda; concentra na zona de solda. Resultado: superaquecimento local, sensitização entre 425-815°C, distorção 50% maior e risco de queimar a chapa fina.
Soluções práticas:
- → Reduza amperagem em 10-15% comparado ao mesmo eletrodo em aço carbono. E308L 2,5mm em chapa 3mm: 70-85A, não 90-100A.
- → Cordão CURTO de 5-7cm, com pausa de 30-60s entre eles para a peça baixar de 200°C.
- → Sequência salteada (back-step): em vez de soldar A→B contínuo, faça B→A em pedaços invertidos. Distribui tensão térmica.
- → Pulso (se a máquina tiver): alterna pico de corrente e corrente de base. Energia média menor, controle melhor.
- → Refrigeração com AR COMPRIMIDO entre passes — sopra a peça por 10-20s. Acelera resfriamento sem choque térmico.
⚠️ Nunca jogue água em peça de inox quente para resfriar. Choque térmico de 600°C → 25°C racha austenítico, especialmente em zona afetada. Se precisa de resfriamento brusco (têmpera de solubilização), é processo de forno controlado — não improviso na bancada.
Soldar uma chapa de inox 304 com eletrodo — 6 passos
Roteiro mínimo viável para o primeiro cordão em inox 304 com eletrodo E308L-16. Funciona em qualquer inversora CC com seleção de polaridade:
Limpar com solvente
Passe acetona ou solvente desengraxante na peça e na junta. Graxa, óleo, marca de lápis comum (carbono) e tinta contaminam o cordão e geram trinca a quente. Inox bate em ambiente cirurgicamente limpo.
Lixar com lixa de uso exclusivo
Lixe a junta com lixa NOVA, marcada como 'exclusiva inox'. Lixa que já passou em aço carbono deixa partículas ferrosas que enferrujam o cordão em poucas semanas. Mesma regra para discos abrasivos e escovas.
Aterrar bem perto da junta
Inox conduz menos eletricidade que aço carbono. Fixe o terra a no máximo 30cm da junta, em superfície LIMPA (sem tinta, sem óxido). Aterramento ruim = arco instável e cordão poroso.
Eletrodo E308L em CC+ com amperagem reduzida
Para 304 com 304, use E308L-16 ⌀2,5mm em CC+. Reduza a amperagem em 10-15% comparado ao aço carbono — chapa de 3mm pede 70-85A em vez dos 90-100A típicos do E6013. Inox tem ponto de fusão menor e queima fácil.
Cordão curto com pausa entre passes
Faça cordões de 5-7cm, pause 30-60 segundos entre eles para esfriar. Movimento reto ou em pequena meia-lua. Não solde corrido — concentra calor, sensitiza o inox e distorce a chapa. Sequência salteada (back-step) reduz empenamento.
Limpar com escova inox e passivar
Espere esfriar abaixo de 100°C. Bata escória com martelo picador. Escove com escova de aço INOX (nunca de aço carbono — contamina ferro). Aplique pasta de passivação (ácido cítrico 10% ou nítrico 20%) por 30 minutos, enxágue com água destilada. Restaura a camada de Cr₂O₃.
6 erros que arruínam peça de inox
Erros que parecem inocentes mas matam a peça em poucos meses. Lista de auditoria:
✗ Eletrodo de aço carbono em peça inox
'Vou só fazer um ponto rápido com o E6013 que tá aqui'. Não. Ferro do eletrodo destrói a passivação localmente. Junta enferruja em 2-6 meses.
✗ Lixa contaminada com ferro
Lixa ou disco que já passou em aço carbono deixa partículas ferrosas embebidas no inox. Cada partícula vira ponto de pite. Use lixa, disco e escova EXCLUSIVOS pra inox — marque com tinta vermelha.
✗ Escova de aço carbono na limpeza
Escova de aço comum solta cerdas microscópicas que ficam grudadas no cordão. Em poucos meses essas cerdas oxidam e geram aquela 'ferrugem em pontinhos' característica. Sempre escova de aço INOX.
✗ Tack/suporte com cantoneira de aço carbono
Travar peça inox com gabarito de aço carbono encosta ferro na peça. Mesmo sem soldar, transfere contaminação. Use gabaritos de inox, alumínio ou cobre revestido.
✗ Soldar inox no mesmo box que aço carbono
Pó de aço carbono no ar e na bancada gruda na peça inox. Idealmente, oficina tem bancada e box dedicados a inox. Mínimo viável: aspirar bancada antes, papelão limpo embaixo da peça.
✗ Não passivar após soldar
Cordão fica colorido (amarelo/azul/violeta) — passivação foi destruída. Sem aplicar ácido cítrico 10% ou pasta de decapagem, a região vai enferrujar. Passivação custa R$ 5 e salva a peça.
Perguntas frequentes
Dúvidas mais comuns sobre solda em inox.
Posso soldar inox com máquina de aço carbono?
Sim. A máquina (inversora MMA) é a mesma — o que muda é o ELETRODO. Para inox use E308L-16 (304), E316L-16 (316) ou E309L-16 (junta dissimilar inox + aço carbono). A Tork 160 e qualquer inversora CC com seleção de polaridade fazem inox sem problema. Mantenha a máquina em CC+ e reduza a amperagem 10-15% comparado ao aço carbono — inox queima mais fácil.
Inox 304 atrai ímã?
Inox austenítico (304, 316, 201) é não-magnético no estado de fornecimento — austenita é estrutura cúbica de face centrada, sem ferromagnetismo. PORÉM: trabalho a frio (dobra, estampagem) e o ciclo térmico da soldagem podem transformar parte da austenita em ferrita ou martensita, gerando magnetismo parcial localizado. Ímã puxando levemente NÃO indica que a peça é falsa — pode ser zona deformada ou afetada termicamente. Inox ferrítico (430) e martensítico (410) são SEMPRE magnéticos.
Por que o cordão de inox sai amarelo, azul ou roxo?
São cores de têmpera de óxido — camada fina de óxido de cromo formada pelo calor. Amarelo claro (~290°C), palha (~340°C), violeta (~450°C), azul (~540°C). Esteticamente cosmético, mas indica que aquela região foi a temperaturas onde a passivação foi consumida. Remove com pasta de decapagem (mistura HF + HNO₃) ou ácido cítrico 10% por 30min. Para acabamento de mostruário, polimento mecânico com lixa de inox grão 320-600 + escova de polir.
Como soldar inox em aço carbono?
Junta dissimilar exige eletrodo E309L-16 (austenítico de alta liga, 23% Cr / 12% Ni). O alto teor de cromo e níquel compensa a diluição com o aço carbono — sem isso, a região fica frágil e enferruja. Em peças críticas, faz-se 'amanteigamento': uma camada de E309L sobre o aço carbono, depois solda E308L sobre o amanteigamento. Para serralheria comum (suporte misto, base inox em estrutura carbono), E309L direto resolve.
Inox 304 vs 316 — quando vale pagar mais pelo 316?
316 custa 30-50% mais que 304 por causa do molibdênio (2%), que dá resistência a CLORETOS — íon agressivo que ataca 304. Use 316 quando a peça vai estar em: ambiente marítimo (litoral, < 20km do mar), piscina (cloro), indústria química, alimentícia com sal/conservante, farmacêutica, equipamento médico esterilizado com cloro. Para 95% da serralheria comum (cozinha doméstica, tanque de água, mobiliário urbano interno), 304 é mais que suficiente. Pagar 316 fora dessas situações é desperdício.
Como evitar distorção em peça longa de inox?
Inox empena ~50% mais que aço carbono — condutividade térmica baixa (16 W/m·K) e expansão térmica alta. Estratégias: (1) sequência salteada (back-step) em vez de cordão corrido, (2) cordões curtos de 5-7cm com 30-60s de pausa entre eles, (3) pré-deformação da peça no sentido contrário à puxada esperada, (4) ponteamento robusto (mais tack welds que em carbono), (5) refrigeração entre passes com AR COMPRIMIDO — nunca água, choque térmico racha austenítico, (6) gabarito ou cantoneira de fixação enquanto solda.
Posso polir solda de inox pra ficar invisível?
Sim, mas exige sequência. (1) Esmerilhe excesso de cordão com disco flap GRÃO 80 dedicado a inox. (2) Refine com flap 120 e depois 240. (3) Lixa manual ou orbital grão 320, 400, 600. (4) Escova de polir com pasta de polimento branca (pasta para inox). (5) Acabamento final com pasta verde ou rosa em feltro. Tudo com ferramentas EXCLUSIVAS pra inox — disco que passou em aço carbono contamina. Resultado: cordão fica indistinguível do metal-base. Trabalho de horas para peça de mostruário ou bancada de cozinha de alto padrão.
TIG é obrigatório pra solda em inox alimentar?
Não. TIG com argônio puro é o IDEAL — cordão limpíssimo, sem respingo, controle máximo. Mas eletrodo revestido E308L-16 com técnica correta produz junta sanitariamente aprovada por NBR 14034 e ASTM A380. O que importa é: (1) eletrodo com 'L' (low carbon) para evitar sensitização, (2) passivação após solda, (3) cordão sem porosidade ou trinca, (4) acabamento liso (sem reentrância onde bactéria acumule). Cozinha industrial em pequena/média serralheria usa MMA E308L há décadas. TIG é exigido em farmácia, química e alimentar de grande porte certificado.
Inox bem soldado dura décadas — mal soldado, meses
Pra serralheria comum em inox: 304 + eletrodo E308L-16 ⌀2,5mm + máquina CC+ (Tork 160 mata) + escova/lixa/disco exclusivos pra inox + passivação com ácido cítrico no final. Receita básica que cobre cozinha, mobiliário, decoração interna.
Pra ambiente marítimo, piscina, química: especifique 316 + E316L-16 desde o projeto. Pagar 30-50% a mais aqui é seguro, não luxo — 304 nessas condições corrói em 1-2 anos.
Pra junta dissimilar (inox + carbono): E309L-16. Não improvise com E308L — a região fica frágil e corrói preferencialmente.
O resto é controle de calor (cordão curto, pausa, ar comprimido) e disciplina de limpeza (ferramenta exclusiva, passivação no final). Inox premia método, pune pressa.